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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Carta de Drummond



Em 1974 enviei um poema para Drummond, e ele me respondeu com muita gentileza. A carta do poeta dizia assim:


 Rio, 8 de julho de 1974.


      Obrigado, amiga Nazaré, pelo breve e essencial poema que me enviou e que tem, igualmente, “a doçura das coisas não compradas”.
      O abraço afetuoso e admiração de

                 Carlos Drummond





    Descoberta
                           A Carlos Drummond de Andrade

Com a doçura das coisas não compradas,                                            
De repente a água
No corpo da rocha fez morada
E abrigo de sonhos
Em gestação antiga e só.

No seio de cada pedra,
Pétala de rosa surpreendida
Misteriosamente  cotidiana.


Maria Nazaré  de C. Laroca

In: Sem cerimônia, 2ª ed. Juiz de Fora - MG, 2000. p. 30

9 comentários:

  1. que relíquia! uma carta de Drummond..... e que lindo seu poema! beijos

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  2. Quanta felicidade, Nazaré, no verso ("a doçura das coisas não compradas") e na carta! Se o Poeta repetiu o verso, é porque gostou!

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  3. Nazaré, foi muito bom bisbilhotar essas correspondências poéticas. Que precioso! Obrigado por compartilhar! Abraço!

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  4. É uma relíquia mesmo a carta de Drummond. É algo pra se guardar pra vida toda.

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  5. Veran relikvon vi gardas! Via poezio signifas por ni Esperantistoj tion, kion signifas la poezio de Drummond por brazilanoj.

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  6. Nazaré, sen multe da vortoj mi gratulas vin!

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  7. Que honra receber esse retorno do poeta!

    Essa generosidade que é típica dos gênios nos comove como a sua poesia cheia de encantos!

    Parabéns em dobro!

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