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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Desejo




Falta da infância
e da mocidade
que nunca vivi.

Falta do perfume
dos crepúsculos,
e do leite que escorre
dos seios da lua,
e que nunca bebi.

Falta do grito
das auroras
sem pudores.

Falta da falta
que faz falta.
Falta assim:
falta de mim.

Maria Nazaré Laroca
Juiz de Fora, 20/02/2014.






7 comentários:

  1. Bendita Poesia que nos despe a alma dos pudores e nos permite o falar dos sonhos e anseios sem os velhos temores que nos ensinaram um dia.

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  2. A poesia nos afeta por nos revelar a mínima luz do que nos falta. Lindo o seu trabalho.

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