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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O nome _ La nomo



O nome

O pensamento vagueia pela cidade; de repente tropeça no meu nome. Aceito o convite e adentro um caminho feito de palavras como flores às margens do tempo.
Acompanho-me em silêncio... 
Quando nasci, minha mãe me nomeou: Maria Nazaré. Maria, em honra à Outra, a excelsa; e Nazaré, em hebraico, toda a tensão da sentinela, sempre pronta a proteger os afetos. 
Do pai herdei Carvalho, árvore sagrada dos celtas, pura resistência às intempéries da vida.
O casamento presenteou-me com Laroca, a rocha que hoje se descobre pedra viva, sonhando ser Maria, simplesmente. 



La nomo

La penso vagadas tra la urbo; subite ĝi stumblas ĉe mia nomo. Mi akceptas la inviton kaj eniras en vojeton faritan el vortoj, kiel floroj je la rando de l’ tempo.
Silente mi akompanas min mem...
Kiam mi naskiĝis, la patrino min nomumis Maria Nazaré. Maria, en honoro al la Alia, la sublima; kaj  Nazaré, el la hebrea,  ĉia streĉeco de l’ sentinelo, ĉiam preta por protekti la amatojn.
De la patro mi heredis la familian nomon Carvalho (kverko), sankta arbo laŭ la keltoj, pura rezistokapablo kontraŭ la tempestoj de l’ vivo.  
Geedziĝo donacis al mi plian nomon: Laroca, la roko, kiu nun trovas sin vivanta ŝtono, revante pri la eblo fariĝi simple Maria.

Maria Nazaré de Carvalho  Laroca
Juiz de Fora, 12/02/2015.

4 comentários:

  1. E pensar que há alguns dias você disse que Poesia havia te deixado...
    Ainda bem que ela, educada e discreta como sempre, fez de conta que não ouviu o lamento injusto.
    Se eu fosse ela te botava no bolso do avental, e de cabeça para baixo! Ainda bem que bruxas nunca foram poetas... concorda?

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  2. Tre bela prozpoemo! Vere, la nomo farighas parto de la personeco.

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  3. Ree, mi gratulas vin pro viaj belaj kaj interesaj verkoj.

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