Poema à deriva
Sem permissão da aurora,
a lua cheia pálida flutua
nesta fria manhã de junho.
Também minh’ alma
flutua
à deriva de tempos
que doem
buscando um
milagre.
Drivanta poemo
Sen permeso de l’ aŭroro
pala plenluno ŝvebas
en ĉi frida junia mateno.
Ankaŭ ŝvebas l’ animo
drive de doloraj tempoj
serĉante miraklon.
Maria Nazaré Laroca
Juiz de Fora, 03/06/2026.